A melancolia, solidão e reclusão de um professor teve sua origem aos 17 anos, no interior do Rio de Janeiro, na perda de um grande amor.
A narrativa do autor nos transporta seja para debaixo d'água, à beira do rio ou ao topo do penhasco onde a magia acontece, e conta ainda com várias lições de liberdade, autoaceitação e felicidade numa linguagem fácil e compreensível.
"Tem gente que passa a vida toda submersa, sem coragem de espichar a cabeça pra fora da água. Voar ziguezagueando por aí seria bom demais, ainda que fosse pouco." diz Luis, um garoto que o professor conheceu no rio, ao contar que às vezes quando uma pessoa morre, parte de sua alma se perde na natureza, nas coisas, pelas folhas, no vento que sopra na nossa direção, pelos bichos. Fazendo-nos pensar que há muito mais coisas que não podemos ver, porém que é importante saber sentir.Ademais, o livro conta com citações de excelentes autores como Florbela Espanca, Oscar Wilde e Fernando Pessoa além de outros grandes nomes.

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